Intervenção da Presidente do PSD/Açores no Congresso Nacional (Mafra 13Mar10)
Data: 2010-03-17
Senhor Presidente
Senhores Congressistas
Uma saudação especial à Presidente do PSD/Nacional, pelos relevantes serviços prestados ao Partido e ao País
Uma palavra de solidariedade ao Presidente do PSD/Madeira, pelas desventuras da Natureza que bem compreendemos nos Açores
Caros Companheiros
Este Congresso é um desafio. Para o PSD e para Portugal.
É um desafio para Portugal, porque o nosso País precisa mudar de rumo.
É um desafio para o PSD, porque o nosso Partido tem que saber assumir essa responsabilidade nacional.
Começa aqui um momento de viragem que se confirma na eleição do líder e se consolida no congresso de Abril.
O que fizermos agora conta no futuro.
Tão importante como o nosso apoio individual a qualquer um dos candidatos é a nossa postura colectiva no processo de escolha do próximo líder.
Devemos ter sempre presente que não estamos a defrontar adversários mas sim a escolher companheiros.
Não podemos permitir que a escolha de uma solução seja, ela própria, geradora de novos problemas internos.
Por isso o apelo que faço é para a unidade do Partido. Para a unidade e não para a unicidade.
O PSD é um grande Partido também por causa da sua diversidade. Que nos distingue, valoriza e até fortalece.
Não temos que temer o debate interno. A ocorrência de várias candidaturas honra a nossa tradição pluralista e corporiza o nosso respeito pelo direito à diferença.
Mas temos que exigir às candidaturas de hoje o sentido de Estado que reclamamos para a liderança de amanhã.
Não devemos fazer hoje algo que nos impeça de estarmos todos juntos amanhã. No dia seguinte às eleições, todos temos que remar para o mesmo lado.
E tem que ser assim por duas razões.
Primeiro, porque qualquer um dos nossos candidatos é melhor que o actual Primeiro-Ministro.
Depois, porque a desgovernação socialista convoca o novo Presidente do PSD para ser o próximo Primeiro-Ministro de Portugal.
O nosso País precisa de um PSD à altura dos acontecimentos.
Devemos colocar o nosso Partido à frente dos nossos interesses pessoais ou de grupo.
E devemos colocar o nosso País acima do interesse partidário.
Estamos aqui por causa de Portugal.
Os portugueses precisam de um PSD completo, forte, coeso e pronto para assumir as responsabilidades que o País exige.
Este apelo à unidade chega-vos dos Açores – uma região historicamente habituada a aproximar, em torno de um espírito comum, as distâncias que o mar geograficamente nos impõe.
Nos Açores estamos unidos pela diversidade.
Não manifestamos posição oficial sobre os candidatos para que a cada um dos nossos militantes assista o direito de escolher livremente o próximo Presidente do PSD.
É isso que é próprio entre companheiros do mesmo Partido e é isso que é natural numa eleição directa do líder pelas bases.
Todos queremos escolher o líder que melhor serve ao PSD para que o PSD melhor sirva Portugal.
Depois de eleito o Presidente do Partido, no respeito que nos cumpre pela legitimidade democrática da maioria, estaremos todos juntos ao lado do novo líder a combater o velho Governo de Sócrates.
O nosso adversário é José Sócrates, é o Governo, é o Partido Socialista, porque estes é que são os verdadeiros adversários do desenvolvimento nacional.
O PSD – todo o PSD – tem que estar, cada vez mais, do lado de Portugal e ao serviço dos portugueses.
Espera-nos uma missão patriótica.
A missão de reunir, dinamizar e credibilizar o Partido.
A missão de afirmar a alternativa e ganhar o País.
A missão de melhorar a vida dos portugueses.
É preciso inverter o descalabro das contas públicas, devolver a confiança nas instituições, criar condições para estimular a iniciativa das empresas, aumentar o rendimento das famílias, promover a intervenção dos cidadãos.
O próximo governo do PSD tem uma tarefa de restauração nacional.
O novo Primeiro-Ministro de Portugal tem que ser o contrário de Sócrates.
Tem que ser sério, credível, competente e consequente.
Qualquer um dos nossos candidatos a líder do Partido e a chefe do Governo tem esses atributos essenciais.
Mas tem que ter também – e terá certamente – uma visão completa do País que somos, com sentido de Estado e consciência Autonómica.
As Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira acrescentam dimensão geográfica e importância estratégica a Portugal.
As Regiões Autónomas conferem ao nosso País a diversidade enriquecedora que reclamamos para o nosso Partido.
Os Açores e a Madeira merecem de Lisboa o mesmo respeito que exigimos de Bruxelas.
O princípio da subsidiariedade não é exclusivo da relação entre a União Europa e os Estados-membros. É um princípio que deve ser assumido e praticado internamente.
A Autonomia é o instrumento nacional do desenvolvimento regional. E por isso o seu aprofundamento não é um capricho das Regiões. É um desígnio do Estado.
O PSD foi sempre – e sempre será – o grande Partido da Autonomia.
Estaremos sempre à altura da nossa responsabilidade histórica na defesa dos Açores e da Autonomia.
Para nós, primeiro estão os Açores e só depois o PSD.
Este é o legado que Sá Carneiro nos deixou.
Este é o princípio que tem orientado e continuará a determinar a nossa relação com o PSD/Nacional.
Por isso, o próximo Presidente do Partido poderá sempre contar com o nosso apoio leal e responsável. Mas nunca com um apoio incondicional quando estiverem em causa os superiores interesses dos Açores.
O nosso próximo desafio é ganhar a confiança dos açorianos nas eleições legislativas regionais de 2012.
Este deve ser, também e desde já, um compromisso nacional do PSD.
A vitória do PSD nas próximas eleições regionais e nacionais é um imperativo inadiável na defesa dos valores da Democracia e da Autonomia e no cumprimento das exigências do Desenvolvimento e do Progresso.
Acredito que esta vitória está ao nosso alcance e só depende de nós.
Esta minha primeira intervenção no Congresso Nacional como Presidente do PSD/Açores eleita há pouco mais de um ano é, portanto, uma mensagem de confiança no futuro.
Portugal e os Açores precisam do PSD.
Temos candidatos e temos Partido para isso.
Vamos arregaçar as mangas e lançar "mãos à obra".
Viva o PSD!
Viva os Açores!
Viva Portugal!
Berta Cabral
Presidente do PSD/Açores


















