PSD considera “grave” a falta de combate ao escaravelho japonês no Faial
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O PSD/Açores pediu hoje ao governo regional um conjunto de informações “sobre a infestação de escaravelho japonês (Popillia Japonica) na ilha do Faial”, uma realidade que “nas últimas semanas é cada vez mais visível, verificando-se um aumento das áreas infestadas por aquele insecto que, sobretudo, está a ser detectado nas mais diversas culturas”, lê-se num requerimento enviado à Assembleia Legislativa.
Segundo o deputado Luís Garcia, “queremos dados sobre a evolução e o ponto da situação da praga no Faial, nomeadamente as áreas atingidas, a população estimada, e a descrição das metodologias utilizadas para aferir esses mesmos dados”, explicou, alertando para o facto “do escaravelho japonês atacar, há vários anos e especialmente nesta altura do verão, um sem número de culturas e produções, causando prejuízos significativos”, adiantou.
Os social-democratas recordam que, “em Setembro de 2008, foi anunciado pelo governo regional um método inovador de combate à praga, sendo que os serviços oficiais iriam passar a utilizar o fungo “Metarhizium anisopliae” como forma complementar e alternativa à luta química, e que isso iria permitir reduzir a população do escaravelho e minimizar o impacto provocado pela utilização de outros produtos”, refere Luís Garcia.
“Nessa mesma data foi anunciada a modernização no combate àquela praga, pelo que queremos saber se o referido fungo já foi utilizado no Faial e quais os resultados dessa utilização”, uma vez que “só em meados deste mês, e numa altura em que a praga já atingia grandes proporções, é que os Serviços de Desenvolvimento Agrário disponibilizaram os iscos para as armadilhas de combate ao escaravelho, o que consideramos ser insuficiente”, afirmou.
Luís Garcia acrescenta que “não há respostas oficiais para a ineficácia no combate a uma praga que é real, sendo claro que os serviços do governo não tem conseguido controlá-la eficazmente”, pelo que “pedimos ainda informações sobre algum estudo desenvolvido sobre o seu impacto da agricultura faialense, para saber se isso justifica a desvalorização do seu combate que actualmente todos percebemos existir”, explicou
“De facto, as posições assumidas pelo governo parecem desvalorizar as legítimas preocupações da população com o alastramento da praga. Como se os estragos provocados nas culturas agrícolas fossem diminutos e o seu controlo não apresentasse dificuldades excepcionais. Estamos perante um caso de aparente irresponsabilidade face a uma situação grave”, concluiu Luís Garcia



















